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História da Boate do Direito

 

REVISTA DO CENTRO ACADÊMICO FERREIRA VIANNA.

Ano 86. nº 01. p. 33-35

 

A BOATE DO DIREITO:

DEPOIMENTO DE UM EX -“CARA DO SOM”, ITÍBERÊ RODRIGUES.

[atualmente, Itiberê: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=C606922]

 

A mim me disseram uma vez que a boate do Direito remonta aos anos 60, nessa época ela se chamava "Balança" e depois ela teria sido fechada em meados dos anos 70 pela ditadura militar. Mas ela reabriu junto com o movimento de abertura política e com a reorganização do movimento estudantil contra a ditadura, no final dos anos 70. A partir daí, VIROU O PONTO DE DANÇA DA MILITÂNCIA ESTUDANTIL CONTESTADORA, UMA BOATE COM SOM ALTERNATIVO E "ANTICOMERCIAL". Sim, quem ainda lembra do Língua de Trapo ("ao lhe pediíiiiir em casameeeeento, esqueci de lhe dizer, que eu não sou o rapaz normaaaaaal, que você sonhava ter...") ou do Premeditando o Breque cantando "Era um domingo, tinha muito sol..."? Enfim, algo meio que como os bisavós dos Mamonas Assassinados. E muita liberação em todos os sentidos, bem no clima da liberação política e sexual do final dos anos 70: ERA TANTA MACONHA NO AR QUE CHAPAVA DE CARONA ATÉ QUEM NÃO FUMAVA INCLUSIVE ERA TANTA FUMAÇA NO AR (QUE LEMBRAVA GELO SECO EM BAILE DE DEBUTANTE). Mas havia, como sempre, uma minoria. Era o pessoal da química, uns movidos a ligantes, outros paralisados por panquecas. Depois compareciam heteros, homos, bis, tris e pansexuais de todas as raças, cores e espécies. Daí que não demorou muito pra boate do Direito receber do seu fiel público o honroso título de "Sanatório - onde os loucos se encontram", depois reduzido mais carinhosamente pra "Sanata". Tinha até um estandarte, bravamente empunhado nas festas pelo Naur, e que tinha escrito no seu pano a seguinte máxima: “Temos o direito de sanatear". Lembrando essa época, e esse título, e ainda resistindo bravamente, só resta o trêíler de lanches na frente da praça da Faculdade, o Sanata Lanches.

"Minha primeira vez na boate do Direito foi certamente no primeiro semestre do ano de 1982, eu tinha 16 anos e ainda era aluno secundarista do Colégio Municipal Pelotense. Minha última vez foi mais ou menos por volta de 1990 ou 1991. Das primeiras vezes eu me lembro que tudo era ridiculamente improvisado, mas ninguém dava bola pra isso. As caixas de som, que não tinham potência nenhuma, ficavam colocadas em cima de mesinhas de bar, os fios ficavam atirados soltos pelo chão (e volta e meia eram arrebentados por algum dançarino bêbado, que se enroscava neles). De aparelhagem tinha somente um toca-discos e um amplificador o que exigia deixar terminar a música, baixar o volume do amplificador, levantar o traço da agulha, tirar o LP, colocar outro LP e colocar novamente o toco da agulha sobre o bolachão. A operação terminava com o aumento do volume novamente Quem fazia essa coisa toda era o "cara do som", ainda não existiam esses rótulos pós-modemos e abjetos como "DJ" ou "MC". Quando muito, caso o sujeito fosse ruim de som, era chamado de sono-plasta. Freezer também não existia. Tinha uns dois ou três tonéis cortados ao meio, que o pessoal enchia de cerveja, refri e barras de gelo. Depois se tapava o tonel com um saco de estopa, pro gelo não derreter tão depressa. A cerveja ficava gelada, embora sempre houvesse um besta bêbado ou chapado ou ligado ou empanquecado pra reclamar da cerveja quente. Quem não tinha grana pra uma cerveja, esse ia no Sanata Lanches e comprava urna garrafa plástica de "Creuza", a pior cachaça do oeste.

O visual do pessoal dos primeiros tempos se dividia em dois grandes grupos. O primeiro grupo era majoritário: como a época era de abertura política e volta da militância estudantil de esquerda, era uma obrigação ética e moral do militante usar uma camiseta com algum desenho ou frase de protesto, óbvio que a campeã de preferências era aquela inevitável foto do Che com boina e barba olhando o infinito, ou seja, o tempo em que finalmente aconteceria a revolução socialista mundial. Tinha ainda o pessoal que apoiava os rebeldes sandinistas na Nicarágua e os que defendiam a Frente Farabundo Marti de Libertação Nacional em El Salvador. Não lembro direito, mas é provável que tenha existido alguma camiseta com dizeres e palavras de ordem contra a invasão de Granada pelos marines do Tio Sam. Obrigatório era ainda usar um macacão de jeans, uma bolsa de couro cru com tiracolo atravessada e sandália trançada, também de couro.         Claro que a tal bolsa de couro cru era decorada com meia dúzia de adesivos com palavras de ordem Aliás, essa é uma moda que nunca saiu de moda Bottons de um então recém-nascido e nanico PT, trotskista e revolucionário, eram um charme a mais. Pronto, tudo somado a UMA BARBA DESGRENHADA E, NO MÍNIMO, UNS TRÊS OU QUATRO DIAS SEM BANHO E O SUJEITO TINHA PASSE LIVRE NA BOATE DO DIREITO, inclusive com direito a camarote de gala, caso existissem camarotes de gala na boate do Direito. Já as mulheres usavam, em vez do macacão, uma saia com estampados hindus ou, em último caso, com coloridos de batik. E a bolsa era de macramé. Sandálias também trançadas, mas também de macramé. Soutien, nem pensar, pois o momento exigia protestar contra qualquer tipo de opressão, inclusive a opressão aos seios. E depilar as pernas e braços e se pintar os lábios com batom e passar um rimei nos olhos? Quanta discussão isso gerava no meio feminino, afinal tudo isso não passava de símbolos dos desejos dos chauvinistas.

Depois tinha ainda as camisetas das "tendências" do movimento estudantil. Sim, a esquerda festiva se dividia num sem número de tendências, também numa moda que nunca mais saiu de moda A única coisa que muda é, volta e meia, o nome da tendência. Mais ao fundo tinha a militância do pessoal da área mais artística, com camisetas do tipo "Elis vive" ou "Vá ao teatro". Mas Charles Chaplin não ficava atrás. Também John Lennon, com ou sem a insossa Yoko do lado, e a letra inteira do "Imagine" nas costas da camiseta Tinha ainda o pessoal politicamente mais abstrato, usando a camiseta (com uma gaivota no fundo) com os dizeres "Liberdade não se mendiga, se conquista". A concorrente principal dessa gaivota da liberdade era a pomba da paz do Picasso. Obvio ainda que tanto a sala quanto o quarto do apartamento do militante eram decorados com pôsteres com os mesmos temas e motivos. E o onipresente quadro "O quarto Estado", pintado pelo italiano Giuseppe Pelída da Volpedo no final do século XIX, que em tons de ocre, bege e marrom, no mais puro estilo realista-socialista, retratava uma marcha de proletários grevistas e, caminhando ao lado deles, uma também proletária mãe carregando seu filho (totalmente nu) no colo? Não havia quem, ao ver a pintura, não se indignasse e acabasse filiado a algum partido comunista.

O grande concorrente do pessoal esquerdo-militante era o grupo (bem menor) que ainda sonhava com "Woodstock II - A Repetição", em especial se ela viesse a acontecer no camping do Barro Duro, num dos tantos "acampamentos ecológicos" que lá aconteceram. Esse pessoal geralmente vestia uma camiseta do Léééééd ou da Jaaaaanis. Mas a camiseta era pouco. Esse pessoal ainda tinha que dançar fazendo de conta que tocava a guitarra do Jimmy Page ou do Jimi Hendrix ou do David Gilmour. E, ao dançar tocando a tal da guitarra inexistente, escondiam o rosto atrás da cabeleira longa. E os tênis? Obrigatoriamente era um par de All Star Converse. Ou será que era Converse Ali Star? Os mais alteradinhos usavam camisetas estampadas com uma folha de cannabis, pedindo a legalização da coisa Nunca consegui entender bem por que pedir pra liberar urna coisa que fumada escondidinho provavelmente provoca muito mais prazer. E já pensaram se, depois da liberação, a indústria (legalizada) de cigarros industrializados de cannabis começasse uma campanha pra lançar produtos com baixos teores? Enfim, nunca entendi direito esse pessoal que quer legalizar o que tem que permanecer oculto e desejável. Além disso, eles te olhavam nos olhos e tudo o que conseguiam dizer era algo mais ou menos assim: "Sóóóóóóóóóóóó..."

Eu, por mim, usava a camiseta do "Atuação - A tua ação", grupelho surgido no Colégio Pelotense lá por 1982, em princípio pra protestar contra o uso obrigatório do uniforme e contra os métodos nazi-autoritários do então Diretor de Turno, cujo nome nem merece ser citado que é pra não estragar este escrito de belas e saudosas lembranças. Mas, caso a direção do Colégio marcasse bobeira, estávamos até prontos pra fazer a revolução, da Patagônia até o Alasca, atropelando, feito Asteríx e Obelix, até mesmo os bastardos ianques imperialistas chefiados por Kid Reagan. Bueno, ao menos conseguimos terminar com a tal história do uniforme. Aliás, a revolução na verdade só terminava na boate do Direito, pois ela se iniciava bem antes, no happy hour nas mesas do bar do Pá, que ficava na esquina da Félix com a Tiradentes, onde hoje funciona um açougue. Ou nas sessões de cinema de sexta-feira no Cine Rey, onde geralmente passavam algum filme da Gaumont e onde o Galvão se parava na porta, ao lado do bilheteiro, pra vender exemplares da “Tribuna da Luta Operária" (tempos depois ele colocou um anúncio no quadro de avisos da Faculdade, ofertando a venda das "Obras Completas de Enver Hodxa", 13 volumes, acredito que não houve comprador). Ou ainda o Mário Dimas, também ao lado do bilheteiro na porta do Cine Rey, fazendo concorrência pro Galvão, vendendo "O Trabalho".

Até cerca de 1983 não existia um cara do som fixo, uma meia dúzia de pessoas se prezava durante a noite, meio escolhendo músicas, meio aceitando pedidos da estudantada. Dessa época ainda não-profissional eu me lembro do Valdecir, do Elton e do Maurício colocando som. O Valdecir, que parece que inclusive chegou a terminar o Curso de Direito, foi morar na praia do Rosa. O Elton e o Maurício não eram do Direito. Volta e meia ainda cruzo com eles na rua Então, ali por 1983, surgiu o primeiro "profissional" do som no Direito, o Marquinhos. Foi ele também quem consolidou as bases do "som do Direito", com muita música brasileira (ERA INDISPENSÁVEL QUE A MÚSICA NÃO TOCASSE NAS RÁDIOS COMERCIAIS, QUE FOSSE ALTERNATIVA). Enfim, essa coisa de ficar ouvindo “Transa" do Caetano, "Pablo" do Milton Nascimento, "Rock das Aranha" do Raulzito, "Pra longe do Paranoá" do Oswaldo Montenegro, muita música nordestina, em especial o inevitável "Pavão Mystenozo" do Ednardo e, volta e meia, um Led Zepellin ou Deep Purple, pra contentar os órfãos de Woodstock. E AS COREOGRAFIAS AO SOM DE "AQUARIUS", DO HAIR? Além disso, o Marquinhos era um grande comedor. E nem precisava cantar as madames sem soutien e saias de batik, elas mesmas se enfiavam na cabine do som e, quando a luz da cabine se apagava, todo mundo já sabia: lá tava o Marquinhos nas preliminares, pronto pra papar mais uma Enfim, o Marquinhos papou todas as mulheres que quis e sem ter precisado cantar nenhuma, e inclusive umas que ele nem queria papar, mas que foram lá se fresquear pra ele e acabaram também entrando no laço. Ele ficou tão famoso no som do Direito que no início de 1984 acabou sendo contratado pra ser DJ residente do Quilombo, que depois trocou de nome e virou Verdes Anos e Mamão com Açúcar (ficava ali naquele casarão antigo, tombado pelo patrimônio histórico e agora tombando realmente, na esquina da Sete de Setembro com Gonçalves Chaves).

Bueno, com a saída do Marquinhos entrou no som o Rodrigo, que ficou até o início de 1985. Nessa época o público meio que havia se bandeado pra boate da Odonto, que era uma boate do Direito mais provinciana e mais careta, e outros se aburguesaram e passaram a freqüentar o Verdes Anos. Enfim, surgia a Nova República, a estudantada se dividiu entre os que aderiram e os que não aderiram Comunistas prum lado, petistas pro outro. E o Rodrigo acabou saindo do som. Então entramos no comando eu e o Hélio Oliveira, Hélio Cubatão para os íntimos. Nós já trabalhávamos em dupla desde 1983, nas boates de verão do grandioso Hermenegildo Praia Clube. No início de 1985 a coisa andava tão ruim pra boate do Direito que na nossa primeira noite no som somente seis pessoas pagaram ingresso. Melancólico. Mas pouco a pouco a coisa foi melhorando. E depois de muita promoção do pessoal do CAFV, com cerveja mais barata e uma melhoria da aparelhagem e novas caixas de som, a Brahma emprestando uns freezers, e tudo somado a uma fantástica coleção de LPs que o Hélio Cubatão tinha, com um monte de raridades, a boate re-levantou o moral e acabou se transformando na Meca pelotense. Assim que o Sanata voltava a ser o velho Sanata. SIM, A CIDADE INTEIRA COMEÇAVA A NOITE EM ALGUM LUGAR, MAS O LUGAR PRA ACABAR ERA NA BOATE DO DIREITO. Nunca consegui entender como é que cabiam cerca de 400 pessoas dentro daquela casa velha onde funcionava a boate do Direito. E como que um pessoal que somente lotava o recinto depois das 3 da manhã, bebia em cerca de 4 horas umas 20 caixas de cerveja em média.

Enquanto isso, o Hélio Cubatão radicalizou o estilo de som do Marquinhos. Garimpeiro de discos que era, conseguiu inclusive fazer contato com sebos de discos de São Paulo, como a então ultra-altemativa e cult Baratos Afins, e então pintaram músicas que andaram de um tal jeito no gosto dos pelotenses que até hoje continuam tocando na Federal FM e na RádioCom. Paginas musicais do tipo "Minha menina" ou "2001" dos Mutantes, "Eu quero é botar meu bloco na rua" do Sérgio Sampaio, "Mestre Jonas" do Sá, Rodrix e Guarabyra ou mesmo "Sandra" do Gilberto GiL. Eu até hoje ainda guardo uma carta da Baratos Afins onde me informavam que o preço dos discos do Walter Franco era um pouco salgado" (andávamos eu e o Hélio em busca da página musical "Coração tranqüilo", que também virou cult).

Ficamos 4 anos corridos e ininterruptos no som do Direito, mas infelizmente não papamos, os dois somados, nem metade das mulheres que o Marquinhos papou. Mas, por outro lado, é necessário reconhecer, deu pro gasto apesar de tudo. Inclusive a expressão "papar" (e menos ainda "comer") era algo absolutamente impensável de ser dita em público naquela. O correto antichauvinista diria quando muito "Baaaah, o Fulano ta fazendo história com a Beltrana". Depois, o "fazer história" foi substituído pelo ainda hoje existente "ficar". Bom, foram também 4 anos com festas que só acabavam no meio da manhã. Foi até preciso o CAFV fazer um acordo com a direção da Faculdade pra evitar "colisões de interesses": de sexta pra sábado as festas terminavam às 7 da manhã, no máximo 7 e meia, afinal a Faculdade tinha aula aos sábados, às 8 da manhã. Mas no sábado não tinha hora pra acabar. O recorde foi num reveillon, acho que de 1987 pra 1988, quando rolou festa até vinte pras onze da manhã. Em setembro de 1987, o Hélio Cubatão, junto com outros mergulhões, decidiu conhecer o mundo, foi-se para a Europa, andou também pela África e Ásia (ele continua em Portugal até hoje), e eu acabei por um tempo ficando sozinho no som. Quando decidi largar, depois de virado bacharel em Direito, pratiquei um típico ato de nepotismo e deixei o meu irmão no comando do som, o Taiguara, Depois não sei mais o que aconteceu na cabine do som. Acho que ele ficou por lá até mais ou menos final de 1990.

A história mais sanateante que eu vi acontecer? Foi a história do touro furioso. E não venham me dizer que se trata de história inventada por quem tomou chá de cogumelo de zebu ou andou lambendo selo de carta banhado em gotinhas de ácido lisérgico. A história aconteceu de verdade. Sim, uma vez havia uma exposição de gado lá no Parque Ildefonso Simões Lopes, nas Três Vendas. E não é que numa noite de sexta-feira um touro de raça, sabe-se lá como, escapou da tal exposição, veio em desabalada corrida pela Dom Joaquim, cruzou pela Cohab rumo ao calçadão da Andrade Neves, depois atravessou a praça Coronel Pedro Osório e - OBVIAMENTE SABENDO QUE O MELHOR DA NOITE PELOTENSE ERA NA BOATE DO DIREITO - FOI PARAR, FURIOSO E INDOMÁVEL, NA FRENTE DA BOATE DO DIREITO? SIM, O TAL TOURO FURIOSO E INDOMÁVEL QUERIA DANÇAR NA BOATE DO DIREITO. A pracinha da Faculdade se transformou numa Pamplona espanhola, com o pessoal fugindo das guampeadas do touro louco, louco que estava porque os porteiros lhe fecharam a porta na cara (ou: nas guampas) e lhe cortaram o barato. Somente pela manhã surgiram uns não-sei-quem que, parece me com balas anestésicas, ou com uma rede, nem lembro mais ao certo, conseguiram depois manear o bicho e levá-lo de volta pro parque de exposições.

De melhor lembrança da boate do Direito me fica a "piscininha". Sim, nos primeiros tempos a pista de dança era um pequeno circulo de não mais que 3 metros de diâmetro e piso um pouco mais baixo que o resto da boate. Pois, quando chovia, a tal pista de não mais que 3 metros de diâmetro enchia d'agua e virava a tal piscininha. E era maravilhoso ver que ninguém arredava pé e dançava dentro dágua, molhando calças e pernas até os joelhos. Pena que numa das reformas do prédio os pedreiros descobriram que tudo era causado por uma calha entupida e assim, com o conserto, terminou a tal da piscininha. Aliás, terminaram inclusive com a pista de não mais que 3 metros de diâmetro. Assim que, pra mim, as lembranças da boate do Direito se dividem em A.P. e D.P.: antes e depois da piscininha.

 

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